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Concreto Reciclado

Conheça as vantagens do concreto reciclado

A indústria da construção civil, ainda que necessária para o desenvolvimento da sociedade é uma das atividades mais prejudiciais ao meio ambiente, sendo responsável por boa parte da extração de recursos naturais finitos como pedras, água e areia, afetando ecossistemas e poluindo o ambiente. O setor também é responsável por cerca de 50% dos resíduos sólidos urbanos, chegando a 75% em algumas cidades. A construção sustentável busca minimizar o impacto da construção no meio ambiente em todo o seu ciclo de vida, incluindo a diminuição e correto descarte dos resíduos gerados durante a obra. Diversos resíduos possuem um alto potencial de reutilização na indústria, e um deles é o concreto que pode ser reciclado mesmo após endurecido. O concreto reciclado pode ser inclusive mais interessante do ponto de vista econômico que o concreto tradicional.   Como é obtido o concreto reciclado? Estima-se que 10% dos materiais utilizados na obra sejam desperdiçados por mau uso, erros de cálculo e transporte. Um destes elementos é o concreto fresco. É possível reciclar as sobras que não foram utilizadas na obra, assim como o lastro, o concreto que fica preso na parte de dentro da betoneira. Existem duas formas de reciclar este resíduo. Adição de aditivo estabilizador, que reduz a velocidade de hidratação do concreto. Este processo mantém o concreto fresco por mais tempo, permitindo que o mesmo seja adicionado a uma nova mistura a ser usada em seguida. Este procedimento geralmente é adotado por concreteiras especializadas. Reciclagem por lavagem de alta pressão, que consiste em lavar o concreto usando água em alta pressão, separando o cimento do agregado graúdo (brita). Este agregado pode ser usado novamente prejuízos a qualidade da mistura.   Com exceção dos concretos especiais, como os pigmentados que vão manter sua cor e outras propriedades na nova mistura praticamente todos os tipos de concreto podem ser reciclados.   Como é reciclado o concreto endurecido? O processo varia pouco conforme o tamanho dos resíduos e do canteiro de obras. Em canteiros de obras maiores, como obras de infraestrutura, é possível realizar todo o processo no local, reduzindo os gases geradores pelo transporte.  O agregado obtido é conhecido como agregado reciclado, especificado pela norma NBR 15116 da ABNT.   Preparação inicial A preparação consiste em quebrar os blocos de concreto usando britadeiras, bolas de demolição ou explosivos, de forma que os pedaços tenham menos de 1,20m de diâmetro. Após isto, são removidos os resíduos de outros materiais, como madeira, vidro, dentre outros. Trituração Britadores de impacto ou mandíbulas projetados especificamente para a função trituram o material até obter o agregado reciclado. Reuso O agregado reciclado de concreto é misturado aos itens já tradicionais na produção do concreto (água, cimento e brita) para produção de concreto fresco.   Onde é possível aplicar o concreto reciclado? Segundo o engenheiro Luiz de Brito Prado Vieira, consultor especialista em Pesquisa e Desenvolvimento da Votorantim Cimentos, o concreto reciclado pode ser aplicado em quaisquer aplicações onde já é usado o concreto tradicional. “Fizemos um trabalho com a Universidade de São Paulo para uso em pavimento e, cada vez mais, o concreto reciclado é utilizado para a execução de elementos estruturais de 30 até 40 MPa. Basta ter tecnologia”, conta o engenheiro. Atualmente, a norma que regula o concreto está sendo revista, e no momento prevê o seu uso em elementos não estruturais, como nivelamento e pavimentação. O agregado também é comumente usado para preenchimento de áreas de mineração depois de concluída a extração na área.   Quais são as vantagens? Do ponto de vista ambiental, a reciclagem do concreto resolve dois problemas. Produção e transporte de matéria-prima e redução de entulho, que apesar de geralmente serem inertes, não causando dano direto ao solo, ocupam áreas consideráveis, que podem se tornar locais de moradia de animais peçonhentos ou que transmitem doenças para os seres humanos. Além disso, a área ocupada pode ser remanejada para outros fins, como o uso para o mercado imobiliário ou reflorestamento, agregando valor à área ocupada. Do ponto de vista técnico, o concreto reciclado possui características de durabilidade semelhantes ao concreto tradicional.   Uma quantidade gigantesca de entulho é gerada todos os anos. Segundo a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição – ABRECON, em torno de 33 milhões de toneladas de resíduos sólidos são gerados todos os anos no Brasil, e estes números podem ser conservadores. Reaproveite e recicle sempre que possível. A Ecotap fornece tapumes ecológicos de obra, com alta durabilidade. Confira as vantagens do tapume ecológico neste artigo. Confira também nosso artigo sobre outros tipos de materiais de construção sustentáveis, e veja como construir com baixo impacto ao meio ambiente.       Fontes: https://abrecon.org.br/ https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=434 https://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/voce-sabe-como-e-realizada-reciclagem-concreto/ https://www.mapadaobra.com.br/inovacao/concreto-pode-ser-reciclado-e-reaproveitado/ https://www.deviante.com.br/noticias/ciencia/novo-desafio-para-sustentabilidade-o-concreto-reciclado/ https://cimento.org/concreto-reciclado/

Nível do mar pode subir mais de um metro em 80 anos

O nível do mar pode subir mais de um metro em 80 anos. A maioria dos recifes de coral de água quente deve morrer. Os oceanos estão esquentando duas vezes mais rápido do que em 1993. Essas são apenas algumas das conclusões preocupantes detalhadas em um novo relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (IPCC). O relatório compilado por mais de 100 autores de 36 países, põe em foco a situação dos oceanos do mundo e sua criosfera, as partes congeladas do planeta. As descobertas revisam as projeções para o aumento do nível do mar. Segundo os autores, se a temperatura da Terra aumentar mais de 3 graus Celsius, os níveis de água seriam em média 1 metro mais altos até o ano 2100. A temperatura média do planeta já subiu 1 grau Celsius, e o nível do mar subiu globalmente cerca de 15 cm. Mas o aumento está se acelerando, segundo o relatório. Os pesquisadores sugerem que até o final do século, mares mais altos provavelmente deslocarão ou afetarão a vida de 680 milhões de pessoas que vivem em zonas costeiras baixas, junto com 65 milhões de moradores de pequenas ilhas. A principal causa desse aumento do nível do mar é o derretimento das camadas de gelo da Antártica e da Groenlândia. \”A maior mensagem para levar para casa é que o número de pessoas que serão ameaçadas pela elevação do nível do mar neste século é extraordinário\”, disse Margaret Business, diretora administrativa do Programa Ártico do Fundo Mundial para a Vida Selvagem, à Business Insider. \”O aquecimento dos oceanos e da criosfera apresenta um duplo golpe\”. Nível do mar pode subir mais de 3 metros em 80 anos   Mesmo que países de todo o mundo cumpram a meta estabelecida no acordo climático de Paris com o objetivo de impedir que o planeta aqueça mais de 2 graus Celsius, o novo relatório sugere que o nível do mar ainda pode subir até 3 metros até o final do século. Esse aumento do nível do mar vem de duas fontes principais: derretimento de geleiras e aumento da temperatura do oceano, porque a água como a maioria das coisas, se expande quando aquecida, com impacto mais acentuado do primeiro fator apresentado. O gelo da Groenlândia está derretendo seis vezes mais rápido agora do que há quatro décadas, de acordo com um estudo de abril, despejando cerca de 286 bilhões de toneladas de gelo por ano no oceano. Duas décadas atrás, a média anual era de apenas 50 bilhões. Somente esse derretimento já contribuiu para mais de 1,2 cm de aumento no nível do mar desde 1972. De maneira alarmante, metade desse aumento ocorreu nos últimos oito anos. Enquanto isso, na Antártica, toda a camada de gelo derrete quase seis vezes mais rápido do que há 40 anos. Na década de 1980, a Antártica perdeu 40 bilhões de toneladas de gelo anualmente. Na última década, esse número saltou para uma média de 252 bilhões de toneladas por ano. A taxa em que cinco geleiras antárticas estão perdendo gelo dobrou nos últimos seis anos, segundo um estudo de julho. Especificamente, seções da geleira Thwaites no oeste da Antártica estão recuando até 800 metros por ano, contribuindo para 4% do aumento do nível do mar em todo o mundo. O Thwaites corre o risco de atingir um ponto de derretimento irreversível, após o qual a geleira pode perder todo o seu gelo em um período de 150 anos. Isso, por sua vez, pode desencadear uma reação em cadeia do derretimento, que pode elevar o nível do mar em mais de 3 metros ao invés da estimativa de cerca de um metro do IPCC. Além disso, a pesquisa constatou que outras geleiras fora da Antártica e da Groenlândia também estão desaparecendo. As geleiras menores nos EUA, na Europa e nas montanhas dos Andes devem perder mais de 80% de seu gelo e neve atuais até 2100, concluíram os autores que isto afetará negativamente as atividades recreativas, o turismo e os bens culturais. \”Muitas pequenas geleiras, por exemplo, no estado de Washington, no oeste dos EUA, desaparecerão nas próximas décadas ou dentro de, no máximo, um século\”, disse Regine Hock, uma das autoras do relatório, em entrevista coletiva.   Recifes de coral estão em apuros Os oceanos do planeta absorvem 93% do calor extra que os gases de efeito estufa retêm na atmosfera. O ano passado foi o mais quente já registrado para os oceanos. O ano de 2018 quebrou o recorde de temperatura de 2017, que por sua vez quebrou o de 2016. Os cientistas nunca viram calor assim desde que começaram a medir a temperatura do oceano nos anos 50. De acordo com o relatório, o oceano deve absorver duas a quatro vezes mais calor até 2100 do que entre 1970 e 2018 – e isso é se o aquecimento global for limitado a apenas 2 graus Celsius. As ondas de calor marinhas, onde a temperatura da superfície da água apresenta anomalias quando comparada com a média histórica para o período estudado, já dobraram de frequência em relação a 1982. Se a Terra aquecer outros 2 graus Celsius, espera-se que essas ondas de calor sejam 20 vezes mais frequentes. Isso é especialmente problemático porque a água quente pode fazer com que os corais expulsem as algas que vivem em seus tecidos, ficam brancos e acabam morrendo. Isso é conhecido como branqueamento de corais. Nas taxas atuais, espera-se que 60% de todos os recifes de coral sejam ameaçados de forma alta ou crítica até 2030, e 98% dos recifes serão expostos a condições potencialmente fatais a cada ano. No ano passado, mais da metade da Grande Barreira de Corais da Austrália estava morta como resultado do branqueamento. Mesmo que o objetivo mais ambicioso do acordo de Paris seja alcançado e a temperatura do mundo não suba mais de 1,5 graus Celsius (um cenário altamente improvável), quase todos os recifes de coral de água quente são projetados para sofrer extinções

Como fazer tinta ecológica

Tinta ecológica. Como fazer em casa?

A pintura é um dos pontos mais importantes na finalização da obra. As cores usadas vão deixar o imóvel com a cara dos seus habitantes. Mas além da escolha das cores para a pintura interna e externa, é necessário também escolher quais materiais serão utilizados. As tintas convencionais ao mesmo tempo em que podem ser armazenadas por mais tempo, possuem solventes, metais pesados e outros elementos que prejudicam a atmosfera, dificultam o descarte, pois podem poluir o solo e cursos d’água além de causar reações alérgicas, especialmente em crianças. As tintas ecológicas são usadas há pelo menos 30 mil anos, sendo intimamente ligadas com a história da humanidade. Visando preservar o meio ambiente, as tintas ecológicas estão ressurgindo como uma opção sustentável às tintas tradicionais.   O que é tinta ecológica?   As tintas sustentáveis usam elementos naturais ou com baixo poder de agressão a natureza, como água, argila, amido de milho e cola. A cor também é obtida de itens da natureza como flores e frutas. Você pode comprar ou fazer sua própria tinta em casa. Em 2004, na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o professor Anôr Fiorini de Carvalho fundou o projeto Cores da Terra, visando resgatar e aperfeiçoar os processos de produção de tintas naturais. Neste artigo, vamos compartilhar a receita deste grupo de pesquisa para a produção deste material sustentável.   Como fazer tinta ecológica?   Ingredientes Uma lata de tinta vazia de 3,6 litros. 10 litros de água. 1 Kg de cola branca ou cola de polvilho. 6 Kg a 8 Kg de terra argilosa. Pigmentos naturais. Modo de preparo O modo de preparo é relativamente simples. Veja também o vídeo abaixo: Misture a terra e a água até obter uma mistura homogênea. Passe a mistura em uma peneira fina. Adicione a cola aos poucos, enquanto mexe a mistura. Caso queira uma tinta mais fina, peneire novamente. Adicione o pigmento escolhido e misture até obter a cor desejada. Teste a tonalidade em um pedaço de papel, ou pinte uma pequena área onde a tinta será usada. Como obter a cor desejada?   Para colorir a tinta, você pode usar areia, aproveitar as cores do solo escolhido para a fabricação da base ou ervas naturais, confira algumas sugestões abaixo. Açafrão = laranja Mostarda = amarelo Espirulina = verde escuro Beterraba = vermelho Carvão ativado = preto Fruto de boldo = roxo Abacate = Verde Hibisco = Rosa/Magenta   Vantagens da tinta sustentável Além de não agredir o meio ambiente e não oferecer riscos a saúde, este método de produção é muito econômico. Uma lata de tinta cobre até 90 metros quadrados, custando 70% menos que as tintas comuns. Devido às propriedades dos materiais usados as tintas ecológicas também diminuem a incidência de mofo e fungos, pois a parede consegue “respirar“ após a pintura. Materiais de construção sustentáveis geralmente aliam o melhor dos dois mundos: Custo acessível e baixo impacto ao meio ambiente. Confira aqui outros materiais que você pode usar em sua obra hoje mesmo.

cimento sustentável

Cimento sustentável. Uma alternativa ecológica para a construção civil

A construção civil é uma das atividades com maior impacto no meio ambiente, emitindo grandes quantidades de poluentes, danos pela extração de matéria prima da natureza, e grande geração de resíduos sólidos. Apesar de ter revolucionado a construção, e ajudado no progresso da humanidade, o cimento tradicional é um dos grandes vilões para o futuro do planeta. O cimento é o segundo material mais usado pelo homem, perdendo apenas para a água. Segundo a ONU, a indústria do cimento é responsável por 5% da emissão de CO2 que vai para a atmosfera. Além disso, durante sua fabricação são liberados óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e compostos de chumbo, sendo todos eles poluentes. Além disso, duas das suas principais matérias primas são a argila e rochas calcárias. A extração destes materiais da natureza pode causar desmoronamentos em jazidas, erosões, aprofundamento do leito de rios, prejudicando a fauna e flora do local. O elevado consumo de energia e emissão de poluentes durante o processo de fabricação de cimento motivou a busca por uma solução mais amigável ao meio ambiente, resultando no cimento sustentável. Saiba mais neste artigo sobre este material de construção sustentável, que está ganhando o mercado rapidamente. Mas o que é cimento sustentável?   A base do cimento é uma mistura de calcário moído com argila. Após misturados, estes elementos aquecidos em fornos rotativos com temperaturas de até 1500ºC, resultando em um material granulado e duro, chamado clínquer, que é moído junto com outros materiais como a gipsita (gesso) para a obtenção do cimento. A produção do clínquer necessita de muita energia elétrica, térmica e é a etapa de fabricação que mais emite poluentes. A produção de uma tonelada de clínquer gera em torno de 900 Kg de dióxido de carbono e queima entre 60 a 130 quilos de combustível fóssil. No cimento sustentável parte do clínquer (entre 30% a 70% em alguns casos) é substituído por pela escória granulada de alto forno, um rejeito das indústrias siderúrgica, termelétrica, de fundição e de carvão vegetal, reduzindo as emissões de CO2 em até 95% e o gasto de energia em 80%. Existem duas variações do cimento sustentável: CP III — Portland de alto forno e CP IV – Cimento Portland pozolânico, sendo a primeira a alternativa mais amigável ao meio ambiente.   Quais as aplicações do cimento ecológico?   De acordo com a NBR16697 de 07/2018, o cimento sustentável CP III é um material de uso geral que pode ser empregado em diversos tipos de obras e aplicações, se destacando em obras de concreto-massa. Confira a lista abaixo: Argamassa de assentamento de tijolos e blocos; Colocação e rejuntamento de azulejos e ladrilhos; Fabricação de concreto simples, magro, protendido, roldo, armado, dentre outras; Elementos pré-moldados e artefatos de concreto; Peças de grandes dimensões; Construção de barragens; Fundações de máquinas; Pilares, inclusive de pontes; Obras em ambientes agressivos; Tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos, esgotos e efluentes industriais; Concretos com agregados reativos; Obras submersas; Pavimentação de estradas e pistas de aeroportos;     Quais as vantagens do cimento sustentável? Além do custo de fabricação menor e menor emissão de poluentes, o cimento sustentável também é uma alternativa com qualidade superior ao cimento comum. A soma destes fatores resulta em um produto que está ganhando rapidamente o mercado e já representa 29% de todo o cimento consumido no Brasil, fazendo com que a nossa indústria cimenteira seja a mais sustentável do mundo. Baixo calor de hidratação, gerando menos fissuras; Maior durabilidade; Resistente a sulfatos, podendo ser usado em ambiente com alto índice de corrosão, como obras marítimas e locais com líquidos agressivos como esgotos e efluentes industriais; Maior a impermeabilidade; Maior estabilidade; Menor emissão de CO2 e outros gases poluentes durante a fabricação; Menor uso de energia elétrica no processo de produção; Menor uso de combustíveis fósseis durante a fabricação; Menor custo de produção;   O cimento sustentável em nada perde para o cimento tradicional, necessitando dos mesmos cuidados para transporte e armazenagem.   O que mais pode ser feito? Apesar do cimento sustentável já diminuir consideravelmente os danos causados ao meio ambiente, é possível ir além. Com a orientação do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD – Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável), a Cement Sustainable Initiative (CSI – Iniciativa para a Sustentabilidade do Cimento) encomendou uma pesquisa sobre o impacto da indústria do cimento, e com os dados obtidos elaborou uma lista de itens que podem melhorar a sustentabilidade da indústria cimenteira. Confira: Alteração de plantas fabris, de modo a haver captura do carbono emitido; Utilização unicamente da via seca no processo de produção, exigindo menor alimentação do forno; Reaproveitamento de resíduos industriais e agrícolas para alimentação do forno, ao invés de usar combustíveis fósseis (coprocessamento); Quando possível, substituir o uso do cimento por materiais mais sustentáveis; Alteração da formulação do cimento para que sua produção libere menor quantidade de CO2. Algumas destas medidas já são adotadas pela indústria brasileira, gerando em torno de 600 Kg de CO2 por tonelada de cimento, contra 900 Kg da média mundial. “Com o co-processamento, adições e uso de biomassa nos fornos, temos margem para diminuir para os 430 Kg”, de acordo com o diretor de assuntos corporativos da Holcim Brasil, Carlos Eduardo de Almeida. Desde sua invenção no século 19, o cimento revolucionou a engenharia civil e revolucionou a forma como cidades inteiras são construídas. Considerando o crescimento do ramo da construção civil em todo o planeta, é imprescindível que opções que causem menores prejuízos ao meio ambiente sejam consideradas na hora de planejar sua obra, garantindo um futuro melhor para as próximas gerações. O cimento sustentável é uma prova que é possível substituir materiais de construção tradicionais por opções mais sustentáveis sem perda de qualidade. Ficou alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários. Até mais!   Fontes: https://cimento.org/cp-iii-32-cimento-portland-de-alto-forno/ https://cimento.org/industria-brasileira-de-cimento-e-a-mais-sustentavel-do-mundo/ https://www.wbcsdcement.org/ https://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1569-processo-de-producao-do-cimento-gera-emissoes-e-pode-diminuir-biodiversidade.html https://www.pensamentoverde.com.br/arquitetura-verde/cimento-ecologico-alternativa-verde-construcao-civil/ https://blogpraconstruir.com.br/dicas-solucoes/cimento-sustentavel-o-que-e-e-quais-os-beneficios-ao-utiliza-lo/ https://www.abcp.org.br/cms/basico-sobre-cimento/historia/uma-breve-historia-do-cimento-portland/  

Casa a prova de furacões feita de garrafas plásticas

Esta casa é feita de mais de 600.000 garrafas plásticas é a prova de furacões

O furacão Dorian, uma tempestade de categoria 5, com velocidades sustentadas do vento de 300 quilômetros por hora foi o maior furacão já registrado a atingir as Bahamas. Sua passagem inundou estradas, destruiu casas e já causou a perda de 58 vidas até o momento. Tempestades desta magnitude não ocorrem no Brasil, mas são um problema recorrente em lugares como a costa leste dos Estados Unidos e a América Central.  Durante furacões como o Dorian, casas construídas de materiais duráveis ​​e resistentes ao vento proporcionam uma camada adicional de proteção aos seus moradores. A primeira vista, esta casa construída na Nova Escócia parece uma casa comum de madeira. Mas a estrutura, escondida sob o revestimento de alumínio reciclado, foi construída a partir de 600.000 garrafas de plástico recicladas. Recentemente, a empresa de construção canadense JD Composites encontrou uma maneira de construir painéis resistentes a ventos de mais de 500 Km/h usando plástico reciclado. As garrafas foram trituradas, derretidas e injetadas com um gás que as transformou em espuma. Essa espuma foi então moldada em painéis de 15 cm de espessura, que formam as paredes da casa. A startup fez parceria com a Armacell, uma empresa belga que usa garrafas rejeitadas pelo setor de reciclagem para construir um núcleo de espuma a partir de plástico reciclado. A JD Composites apara esse material e o lamina para criar cada painel. \”Esta é uma maneira de se livrar do lixo plástico e, ao mesmo tempo, desenvolver estruturas que sejam sustentáveis\”, diz David Saulnier, cofundador da JD Composites, a startup que construiu a casa conceito. Os painéis de plástico reciclado fornecem mais isolamento do que as paredes típicas, para que os proprietários possam economizar energia no aquecimento e no resfriamento. Usar esse tipo de painel para construir uma casa não é novidade, mas a empresa optou por usar um material totalmente reciclado para tentar resolver o problema da poluição por plásticos. A cada minuto, estima-se que os consumidores compram pelo menos um milhão de garrafas de plástico descartáveis cuja grande maioria acaba em aterros ou em cursos d\’água. A casa de 185 metros quadrados e usa 170 destes painéis, e os construtores concluíram as paredes em sete horas. No dia seguinte, eles completaram o telhado, feito do mesmo material. Os painéis são quimicamente unidos, ajudando a fortalecer toda a estrutura e eliminando o uso de pregos, que podem se soltar durante uma tempestade. Segundo a empresa, esta pode ser uma solução para moradias em regiões propensas a furacões e outros tipos de tempestades. O custo da casa protótipo foi 10% maior que de uma casa convencional, mas este custo pode ser compensado com a eficiência energética da casa, que proporciona excelente isolamento térmico. \”Tivemos muitas curvas de aprendizado, então as margens de lucro serão mínimas\”, disse Joel German, vice-presidente da empresa, sobre a casa conceito. \”Mas aprendemos muito com esta primeira construção e sabemos onde podemos reduzir custos\”. A casa foi construída com janelas envidraçadas, que a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências dos EUA descreveu como \”muito vulnerável a danos causados por forças do vento e detritos transportados pelo vento\”. No caso de um furacão, a consequência de uma janela quebrada pode ser grave: pode causar o aumento da pressão do ar e a casa explodir por dentro. German disse que a casa pode ser equipada com recursos mais resistentes a furacões. Muitas casas construídas para resistir a um furacão são equipadas com persianas de aço, estacas de concreto, tiras de furacão e portas de garagem com impacto.   Após um período de testes no AirBNB, a casa está a venda por U$$ 450.000,00 (R$ 1.837.935,00 na cotação atual), incluindo toda a mobília.   Fontes: https://www.fastcompany.com/90371912/this-hurricane-proof-home-is-made-from-600000-plastic-bottles https://www.businessinsider.com/hurricane-proof-home-plastic-bottles-category-5-2019-7  

Dispositivo de limpeza de plástico está recolhendo lixo na grande porção de lixo do pacífico

Dispositivo de limpeza de plástico inventado por um jovem de 25 anos está recolhendo o lixo na grande porção de lixo do pacífico

Em 2013, o empresário Boyan Slat , na época com 19 anos fundou a The Ocean Cleanup, uma organização sem fins lucrativos que visa remover o plástico da Grande Mancha de Lixo do Pacífico. Esta ilha de detritos, formada principalmente por plástico, contém em torno de 80 mil toneladas de lixo, 1,6 milhões de metros quadrados, e é considerada uma das grandes catástrofes ambientais causadas pela humanidade. Para resolver este problema, o grupo projetou um dispositivo que recolhe o plástico próximo a superfície da água usando um braço gigante. Porém o sistema apresentou diversos problemas em suas versões anteriores, incluindo uma falha de projeto e fabricação que fez com que o plástico retornasse ao oceano e em uma versão revisada, o plástico começou a fluir por cima de uma linha de cortiça que ajuda a estabilizar o sistema. Felizmente na semana passada (02/10/2019), a The Ocean Cleanup anunciou que havia corrigido esse problema e que o dispositivo agora está capturando e retendo detritos de plástico no Great Pacific Garbage Patch. Até agora, a equipe coletou grandes redes de pesca, objetos de plástico como caixas e caixotes e microplásticos de até 1 milímetro de comprimento. A capacidade do sistema de capturar micro plásticos foi uma surpresa, disse a organização em um comunicado à imprensa. A pesquisa anterior da Ocean Cleanup sugeria que os micro plásticos choviam como cinzas em direção ao fundo do oceano, dificultando sua remoção através do método de limpeza proposto. Por isso, a organização se concentrou em remover pedaços maiores de plástico da Grande Mancha de Lixo.   Laurent Lebreton, um dos pesquisadores da organização, disse anteriormente a Business Insider que muitos dos detritos que o dispositivo estava capturando \”estão realmente desgastados e quebrados, e alguns deles parecem muito antigos\”. Ele acrescentou: \”Nós realmente não encontramos sacos de plástico ou canudos, mas encontramos fragmentos de plástico muito grossos e duros\”.   Como funciona o dispositivo   O sistema de captura de plástico em forma de U da Ocean Cleanup foi projetado para coletar o lixo passivamente, usando a corrente do oceano. A parte mais visível do dispositivo é um tubo de plástico de polietileno de alta densidade, com 600 metros de comprimento. O tubo está conectado a uma tela que se estende cerca de 3 metros abaixo da superfície e é responsável pela captura de detritos de plástico. Na primeira versão do dispositivo, a tela foi presa ao fundo do tubo como uma saia. Mas a equipe descobriu que essa configuração criava muito estresse no ponto em que o tubo e a tela se juntavam. No final de 2018, uma rachadura no fundo do tubo se transformou em uma fratura, fazendo com que um pedaço de 15 metros se desprendesse da matriz. Para resolver esse problema, a The Ocean Cleanup moveu a tela na frente do tubo e a conectou com cintas elásticas. A equipe também instalou uma linha de cortiça (semelhante às que separam as pistas de uma piscina) atrás da tela para mantê-la esticada. Em junho, a The Ocean Cleanup lançou uma nova versão do dispositivo, conhecida como 001 / B. Depois de instalado na Grande Mancha de Lixo, os pesquisadores fizeram uma série de testes. Eles queriam saber se o dispositivo tinha que viajar a uma velocidade consistente (mais rápido ou mais lento que o plástico na água). Então, eles tentaram usaram um paraquedas que desacelerou o sistema e experimentaram girar o dispositivo na direção oposta e prender sacos infláveis ​​para rebocá-lo mais rápido que o plástico. Porém, em agosto deste ano os pesquisadores do grupo descobriram que o plástico estava derramando sobre a linha de cortiça, que ficava cerca de 10 centímetros acima da água. Então eles construíram uma linha de cortiça muito mais alta para evitar esse \”overtopping\”.   A ONG planeja construir uma frota responsável pela limpeza do plástico nos oceanos Slat disse ao Business Insider em setembro que planejava construir uma versão maior do sistema no próximo ano que pudesse capturar mais plástico, embora sua equipe ainda estivesse tentando determinar qual deveria ser o tamanho exato. Por enquanto, ele disse na conferência de imprensa, \”ainda há alguns obstáculos pela frente antes de estarmos realmente prontos para escalar\”. Um desses obstáculos é demonstrar que o sistema pode reter plástico por mais de um ano – algo que o modelo existente não foi projetado para fazer. Em particular, a organização deseja garantir que o dispositivo aguente o clima rigoroso do inverno local. Depois disso, disse Slat, a organização espera construir uma frota desses dispositivos de limpeza de plástico. A ONG acredita que um navio pode visitar o dispositivo periodicamente e rebocar os detritos para serem coletados na costa. Atualmente, o plástico capturado pelo dispositivo é coletado manualmente, utilizando redes. Para atingir seu objetivo final de capturar até 15.000 toneladas de plástico por ano, a organização precisa considerar formas mais avançadas de transferir plástico para um navio. A Grande Mancha de Lixo do Pacífico é uma prova do mal que o plástico faz ao meio-ambiente, e como sua reciclagem é importante para garantirmos um mundo melhor para as futuras gerações. Confira neste link, como você pode fazer a sua parte, ao diminuir o uso do plástico no seu dia-a-dia. Fontes: https://www.businessinsider.com/ocean-cleanup-catches-plastic-great-pacific-garbage-patch-2019-10 https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2018/03/ilha-de-lixo-no-oceano-pacifico-e-16-vezes-maior-do-que-se-imaginava.html  

Construção com containers. Quais são as vantagens?

Neste post, vamos falar um pouco das vantagens da construção em container, quais cuidados devem ser tomados em uma obra como essa e o que pode ser feito para aproveitar sua estética diferenciada sem abrir mão do conforto. Acompanhe! Os containers são uma tendência inovadora na arquitetura e já é comum ver diversos locais usando a estrutura desses módulos navais como base para a construção. A obra fica rápida, sustentável e com uma inspiração industrial que deixa o ambiente com um charme a mais.   Como surgiu essa tendência? A ideia de transformar containers em construções teve início no começo dos 1990, na Inglaterra. Alguns arquitetos viram módulos abandonados em docas ou perto de estações de trem e pensaram em novas formas de utilizá-los depois de não servirem mais ao transporte de cargas, visto que apesar de terem um vida útil de mais de 100 anos, são aposentados de sua função original em no máximo 8 anos.   Quais as vantagens da construção com containers? OBRA RÁPIDA E LIMPA Uma construção de alvenaria normalmente produz muita sujeira ao levantar os muros, fazer as massas e assentar revestimentos. A construção com containers segue os princípios da construção sustentável, e já vem pronto para uso, com o acabamento sendo feito com drywall ou steel frame. Isso significa que as peças só precisam ser instaladas, deixando o mínimo de resíduos a serem manejados no canteiro de obras e um fluxo de construção muito mais ágil. Se uma construção em alvenaria demora quase um ano para ficar pronta, o mesmo espaço feito em containers pode ser entregue em três meses.   MENOR IMPACTO AMBIENTAL Além de desocupar um espaço enorme em depósitos (onde provavelmente ficariam parados até enferrujar), a reutilização de containers diminui o uso de areia e cimento nas edificações. A produção desses materiais consome recursos naturais, libera gases de efeito estufa e prejudica o ambiente de onde foi extraída sua matéria prima. Por isso, evitar sua aplicação ajuda a reduzir o impacto ambiental da obra. Esse método também resulta em menos entulho de obra e, portanto, um volume menor de lixo despejado nas grandes cidades — onde quase 60% dos resíduos produzidos vêm da construção civil. Sua modularidade permite que a obra seja adaptada para outros fins, com custos menores para em reformas.   A TERRAPLANAGEM E A FUNDAÇÃO SÃO RÁPIDAS E BARATAS A terraplanagem não exige grandes movimentações de terra, por isso é rápida e econômica. Já a fundação não precisa ser feita da forma tradicional: os containers são apenas apoiados em quatro pontos estruturais nos cantos e mais dois no meio, chamados de sapatas, para que tenham firmeza no solo. Esses pontos estruturais são bases de concreto de 30 cm × 30 cm, o que permite que 85% do solo permaneça permeável, evitando o acúmulo de água das chuvas e o risco de enchentes ou alagamentos. Trabalhando de maneira sustentável, o projeto também possibilita a implantação de um sistema de coleta de água.   MOBILIDADE Como o container só precisa de um apoio de quatro pontas, ele pode ser removido e levado para outros lugares, permitindo a construção de restaurantes ou lojas itinerantes. Obras feitas com vários módulos são flexíveis, possibilitando montagens em diferentes combinações. Os containers podem ser empilhados em até sete andares e, para fazer a conjugação entre uma peça e outra, eles são cortados e reforçados com steel frame. Assim, não há nenhum prejuízo em relação à estrutura.   BAIXO CUSTO O uso de container na construção civil pode gerar uma economia de até 20% quando comparado com uma obra em alvenaria. A rapidez na finalização da obra também diminui o tempo necessário para o retorno sobre o investimento. QUAIS CUIDADOS DEVO TER? Nem sempre os usuários se sentirão confortáveis em uma construção usando containers. É importante certificar-se que o espaço é adequado às necessidades dos moradores.   CONFORTO TÉRMICO E ACÚSTICO O aço é um excelente condutor de calor. Esta característica é ótima para certos fins, mas não é desejável na construção civil. No início da obra, é importante definir onde o container vai ficar. Escolha um local que não receba luz solar diretamente sempre que possível. É preciso também pensar na ventilação e em formas de refrescar o ambiente. Telhados verdes são uma boa opção para diminuir o calor de forma natural. Além disso, é preciso providenciar um bom isolamento acústico, a fim de evitar o eco e o barulho metálico toda vez que alguma coisa atingir as paredes. O isolamento é colocado entre a estrutura de aço dos containers e o revestimento escolhido. No vão entre eles, também são adicionadas as instalações elétricas e hidráulicas. Planejar os revestimentos, o isolamento térmico e acústico é fundamental para que o projeto não saia do orçamento e ofereça conforto aos usuários.   TRATAMENTO DO CONTAINER Para ser utilizado na arquitetura, o container precisa ser tratado, de forma a eliminar materiais tóxicos deixados pelas tintas que revestem o aço ou pelas cargas que ele transportava.   MÃO DE OBRA É preciso contratar mão de obra especializada para operar os guindastes e fazer os cortes de portas e janelas, além dos encaixes de um módulo no outro. Qualquer corte modifica a estrutura do container e, por isso, as paredes devem ser reforçadas com steel frame e até colunas ou vigas, dependendo do caso.   E então, gostou das nossas dicas sobre construção em container? Confira nossa galeria com construções interessantes usando esse método.

material construção sustentável

Materiais de construção sustentáveis

A construção civil é uma das atividades que mais gera impacto ao meio ambiente de forma direta e indireta. A atividade consome recursos antes da sua realização, através da produção de materiais de construção, durante a obra com o transporte de máquinas, materiais e trabalhadores, e depois da construção, quando é necessário fazer o descarte de todos os resíduos gerados. Estima-se que 50% dos resíduos sólidos gerados pela atividade humana no planeta são gerados pela construção civil. Considerando tamanho impacto, a construção sustentável é fundamental para que possamos alcançar o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação do meio ambiente. Dois dos principais pontos relacionados a construção sustentável, é a redução do uso de materiais de alto impacto ambiental e a redução de resíduos gerados pela construção. Além do menor impacto ambiental, o uso de materiais sustentáveis na construção civil não causa impacto negativo aos futuros habitantes do imóvel, oferecendo conforto e durabilidade semelhantes ou superiores às opções tradicionais. Confira a lista abaixo para usar em sua próxima obra.   Concreto sustentável   O concreto comum é um composto de cimento, água e areia, acrescido de pedras (brita). Estes insumos precisam ser extraídos da natureza. Esta extração assim como o descarte do concreto causa um grande impacto ao meio ambiente. Além disso, o concreto é um dos grandes consumidores de água na construção civil. O concreto reciclado aproveita resíduos da própria obra para substituir os materiais tradicionais da sua composição. Assim resíduos como restos de tijolos, telhas, concreto endurecido, são triturados e misturados junto ao concreto tradicional, diminuindo o uso de recursos naturais.   Bioconcreto O bioconcreto parece ter saído de um filme de ficção científica. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft na Holanda, este concreto conta com propriedades regeneradoras, que impedem o aparecimento de rachaduras.   Para preparar o bioconcreto, é necessário misturar o concreto tradicional com colônias da bactéria Bacillus pseudofirmus e lactato de cálcio, que servirá de alimento para as bactérias. Estas colônias podem sobreviver por até 200 anos, e ficam adormecidas. Quando surgem rachaduras, as bactérias são expostas a atmosfera e começam a consumir o lactato de cálcio adicionado a mistura. Como resultados, elas produzem carbonato de cálcio, que sela as rachaduras, diminuindo os custos de manutenção.   Vidros Inteligentes Ao toque de um botão ou de forma automatizada, os vidros eletrocrômicos permitem o controle de transparência, absorção de calor e do quanto de uma área será iluminada. Em dias muito quentes, por exemplo, basta ajustar os controles para que menos luz do sol passe pelo vidro. Como resultado, é possível obter grande conforto visual de acordo com a incidência da luz solar no ambiente reduzindo os gastos com ventilação e ar condicionado em mais de 25%.   Bambu O bambu não é nenhum material novo, e já vem sendo amplamente utilizado na construção civil devido a sua resistência, flexibilidade e pelo fato de ser acessível e cultivável em diversas partes do mundo. Além de ser usado para decoração, fabricação de portas e pisos, o bambu também é uma alternativa verde para substituir o concreto armado em alguns casos. Sustentável, disponível em grandes quantidades e quase tão resistente quanto o aço, o bambu é considerado o material de construção perfeito por muitos especialistas. Na arquitetura, o bambu pode ser usado para estruturas, vedação ou cobertura de construções. Alguns cuidados devem ser tomados ao utilizar o bambu. A madeira precisa passar por um tratamento químico para evitar o apodrecimento e o ataque de insetos. No caso de pilares, por exemplo, o bambu não deve estar em contato direto com a terra – recomenda-se uma distância de ao menos 40 centímetros do solo, através do apoio de uma rocha sobre as sapatas.   Containers Os containers tem vida útil de até 100 anos, mas em sua utilização original para transporte marítimo, o mesmo é aposentado após 8 anos de uso. Esta aposentadoria forçada causa um problema. O custo de transporte para seu local de origem costuma ser mais caro que a compra de containers novos. Os containers têm ganhado cada vez mais espaço como material sustentável na construção civil, devido ao seu preço e formato, que facilita o uso na construção civil. Apesar de exigir mão de obra especializada em alguns pontos, como a instalação de esquadrias, a economia gerada fica em torno de 30% quando comparada com imóveis tradicionais de tamanho semelhante. Além disso, é possível aplicar diferentes tipos de revestimentos internos e externos, dando mais personalidade a edificação.   Telha ecológica Fabricada a partir de fibras de papel reciclado ou fibras naturais de sisal, bananeira e coco, as telhas também podem levar na sua composição outros materiais reciclados, como garrafas PET e outros tipos de embalagens plásticas. Esse recurso arquitetônico para obras sustentáveis, além de causar menos impactos ao meio ambiente, reduz os custos da obra e pode representar uma economia significativa no valor final do projeto. Por serem mais leves que as telhas tradicionais, o custo da estrutura responsável pela sustentação cai consideravelmente. Além de resistentes e duráveis, possuem uma grande capacidade de absorção termo acústica provendo conforto aos ocupantes do imóvel.   Bioplástico Produzidos a partir de matérias-primas biodegradáveis, o bioplástico se decompõe na natureza muito mais rápido do que o plástico sintético. Algumas opções utilizam amido de milho, soja e algas em sua composição, reduzindo as emissões de dióxido de carbono e usando menos energia durante sua produção. O bioplástico pode substituir o plástico comum na fabricação de uma série de itens usados na obra como pisos, rodapés, revestimentos e divisórias para ambientes.   Tijolos de Terra Compactada O tijolo de terra compactada é um dos materiais mais antigos a serem usados na construção. Foi utilizado na construção da grande muralha da China, há mais de 2200 anos. Esta construção atesta sua durabilidade, visto que a muralha continua de pé. Atualmente essa técnica vem sendo resgatada na produção de muitos projetos construtivos.  O tijolo é construído a partir do barro úmido, cascalho e fibras naturais, e pode ser produzido próximo ou

Tapume de obra pra que serve

TAPUME DE OBRA. PARA QUE SERVE?

O tapume de obra serve para delimitar e isolar a obra durante toda a sua duração.  Porém antes de tudo, o tapume é um equipamento de proteção coletivo, aumentando a segurança de trabalhadores e pedestres. Por falta de conhecimento ou buscando economizar na obra, algumas pessoas preferem não realizar a instalação de tapumes ao iniciar a construção. Entretanto, muitos dos incidentes que ocorrem podem ser evitados caso sejam usados de forma correta os equipamentos coletivos e individuais de proteção. O tapume deve ser instalado antes do início da obra, com no mínimo 2m de altura em relação ao nível do terreno, e podem usar até 50% do espaço destinado ao tráfego de pedestres durante sua utilização. Além de obrigatória, sua utilização é essencial para o bom andamento da obra. Confira abaixo a lista de vantagens:   QUAIS AS VANTAGENS DE INSTALAR TAPUMES EM MINHA OBRA? Previne acesso não autorizado a obra, afastando curiosos e pessoas mal intencionadas. Aumenta a segurança da obra. Devido a sua altura e resistência, a utilização de tapumes de obra evita que pedregulhos e materiais sejam arremessados, atingindo pedestres, carros ou imóveis vizinhos, causando prejuízos físicos e materiais. Melhora o aspecto geral da obra durante sua execução. Evita multas da prefeitura, pois é proibido estocar materiais de construção na calçada. Aumenta a segurança dos materiais e ferramentas usadas durante a obra, dificultando o acesso e escondendo estes itens dos amigos do alheio. Podem ser usados para construção de galpões para o armazenamento de materiais e ferramentas. O armazenamento correto destes itens da ação do sol e da chuva diminui o desperdício, que se reflete diretamente no custo da obra. O armazenamento correto das ferramentas usadas durante a construção também aumentam sua vida útil e diminuem as chances de paradas na obra por falhas em seu funcionamento. Tapumes como o tapume ecológico, podem ser usados também para a cobertura de barracões de obra. Fornecem uma barreira acústica entre o canteiro de obras e a área destinada a circulação de pedestres, diminuindo reclamações e aborrecimentos com os futuros vizinhos do imóvel.   Por fim, dependendo do tipo de tapume escolhido, o mesmo pode ser usado também para a exibição de materiais publicitários relacionados a obra ou identificações dos engenheiros e arquitetos responsáveis pela construção. A instalação do tapume vai proporcionar uma obra mais tranquila e só deve ser removido no fim ou após a conclusão do fechamento definitivo. Opções como o tapume ecológico apresentam preço acessível e fácil instalação, pois são leves (pesam em torno de 3 kg por chapa) e resistentes à torção, sendo fixados utilizando pregos de telha. Considerando que pode ser reaproveitado em outras obras ou também de outras formas, é uma opção com custo-benefício muito atrativo para o fechamento de obras. Quer saber mais? Confira este artigo com os principais tipos de tapume de obra. Conhece mais alguma vantagem? Deixe nos comentários.   Até mais!  

Como organizar o canteiro de obras

Como organizar um canteiro de obras?

  Depois de limpar e nivelar o terreno, ligar a água e luz, obter o alvará da construção, e realizar a instalação dos tapumes para delimitação da obra, inicia-se a montagem e organização do canteiro de obras. Um canteiro de obras organizado é de suma importância para aumentar a produtividade da sua construção. O que é um canteiro de obras? O canteiro de obra é um local de trabalho temporário, onde serão desenvolvidas as operações de apoio para execução da obra. Ele deve ser organizado de forma a maximizar a eficiência dos trabalhos e serviços que serão realizados na construção, além garantir a segurança e conforto da equipe da sua obra. Segundo a norma NR18, o canteiro de obras devem conter instalações sanitárias, vestiário e local para refeições. Além disso, o canteiro de obras também deve levar em conta os seguintes itens: Layout e logística Barracão da obra Estoque de materiais Limpeza e organização   Layout e logística do canteiro de obras   Recomendamos que você faça um “projeto” para definir o melhor layout do canteiro da sua obra. Não precisa ser um projeto muito elaborado, uma folha desenhada com caneta já resolve. O primeiro passo para fazer este “projeto” é desenhar o seu terreno e o local onde será construída a casa, prédio ou edifício. Depois defina os locais de entrada e saída dos veículos e área para descarregamento e armazenamento de materiais. Por último defina onde ficará o barracão e as demais instalações. Um bom layout ajudará a melhorar o fluxo de trabalho, aumentando a produtividade e reduzindo o cansaço dos trabalhadores. Evite armazenar o material muito distante da obra, diminuindo tempo gasto com deslocamentos. Lembre-se também, que os locais com trânsito de trabalhadores não devem ter materiais ou equipamentos obstruindo a passagem, ou outros obstáculos que possam causar acidentes. Vale lembrar que todos os trabalhadores desde o início devem estar protegidos com equipamentos de segurança (EPIs). Outro ponto importante é sobre o local onde serão armazenados os materiais e equipamentos usados na obra. Armazenar os materiais de forma incorreta pode gerar perdas e prejuízos. Vale lembrar que o canteiro de obras não terá um layout fixo durante toda a construção, a sua organização mudará com o avanço da obra. No início você necessitará de mais espaço para armazenamento de materiais brutos como areia, pedra, aço e tijolos. No final da obra você precisará de menos espaço e mais segurança para armazenar os materiais de acabamento como pisos, porcelanatos e metais, que apresentam maior valor agregado.   Barracão da obra   Geralmente os barracões são construídos pela própria equipe da obra com madeirites, tapumes e caibros de madeira ou alugados, e devem ter espaço para o armazenamento de materiais, equipamentos, escritório, vestiário e banheiros para os funcionários. A cobertura pode ser feita com tapumes ecológicos, proporcionando conforto térmico e resistência a intempéries e é necessário comprar materiais hidráulicos e elétricos para as instalações provisórias da água, banheiro e luz. Lembre-se que a lei obriga que no canteiro de obra tenham banheiro e fornecimento de água potável, filtrada e fresca. Por isso, uma opção que também pode ser considerada é alugar banheiro químico.   Armazenamento de materiais O modo de armazenar equipamentos e materiais de construção é muito importante, pois confere agilidade nas tarefas, maior segurança para os funcionários e menores perdas de materiais, reduzindo o custo da obra.   Cada material deve ter armazenado conforme suas características e fase de andamento da obra. Confira abaixo os cuidados necessários para o correto armazenamento dos materiais mais comuns utilizados: Cimento, cal e argamassa: Não podem ficar em contato direto com o solo, por isso devem ser armazenados sobre tablados ou plataformas. Areia e pedras: Devem ter fácil acesso ao carrinho de mão e ficar dentro de baias para em casos de chuvas não serem carregadas. Tijolos e blocos: Ocupam bastante espaço e as pilhas devem ser feitas em locais planos e respeitar a altura máxima de empilhamento para não danificar os materiais. Barras de aço: Por terem grande comprimento, devem ser armazenados em camadas utilizando espaçadores e peças de retenção. Separe por bitola para facilitar a identificação na hora do uso. Materiais hidráulicos: Devem ficar em um espaço coberto e na horizontal. Podem ser separados em camadas conforme o diâmetro para facilitar na hora de usar. Materiais Elétricos: Devem ser adquiridos próximos da utilização. Se você comprar antes, armazene em local seguro e de preferência fora do canteiro de obra. Telhas: As telhas de cerâmica e concreto devem ser empilhadas verticalmente. Já as telhas de fibrocimento e aço ficam na horizontal, mas levemente inclinadas. Pisos e revestimentos: Por serem frágeis, o ideal é que eles cheguem no canteiro próximo da utilização. Verifique na embalagem a recomendação do fabricante para armazenagem. Tintas, vernizes e impermeabilizantes: Coloque as embalagens em prateleiras em um local protegido e ventilado. Não dispense a embalagem original e verifique sempre o prazo de validade.   Limpeza e organização Manter o seu canteiro de obra limpo e organizado é fundamental para aumentar a eficiência da equipe e evitar acidentes. Peça para o seu pedreiro remover diariamente os entulhos e restos de materiais para manter o canteiro sempre limpo e organizado. Os entulhos e eventuais sobras de materiais devem ser periodicamente coletados em caçambas e descartados corretamente. O uso de materiais sustentáveis na construção facilita na hora do descarte, não agredindo o meio ambiente. Certifique-se que a empresa contratada realiza o descarte correto dos materiais. Uma obra limpa, eficiente, organizada e sem acidentes proporciona bem estar aos trabalhadores e reduz custos durante a execução do empreendimento, proporcionando um ambiente de trabalho mais saudável para todos os envolvidos.