Construção Sustentável

Concreto Reciclado

Conheça as vantagens do concreto reciclado

A indústria da construção civil, ainda que necessária para o desenvolvimento da sociedade é uma das atividades mais prejudiciais ao meio ambiente, sendo responsável por boa parte da extração de recursos naturais finitos como pedras, água e areia, afetando ecossistemas e poluindo o ambiente. O setor também é responsável por cerca de 50% dos resíduos sólidos urbanos, chegando a 75% em algumas cidades. A construção sustentável busca minimizar o impacto da construção no meio ambiente em todo o seu ciclo de vida, incluindo a diminuição e correto descarte dos resíduos gerados durante a obra. Diversos resíduos possuem um alto potencial de reutilização na indústria, e um deles é o concreto que pode ser reciclado mesmo após endurecido. O concreto reciclado pode ser inclusive mais interessante do ponto de vista econômico que o concreto tradicional.   Como é obtido o concreto reciclado? Estima-se que 10% dos materiais utilizados na obra sejam desperdiçados por mau uso, erros de cálculo e transporte. Um destes elementos é o concreto fresco. É possível reciclar as sobras que não foram utilizadas na obra, assim como o lastro, o concreto que fica preso na parte de dentro da betoneira. Existem duas formas de reciclar este resíduo. Adição de aditivo estabilizador, que reduz a velocidade de hidratação do concreto. Este processo mantém o concreto fresco por mais tempo, permitindo que o mesmo seja adicionado a uma nova mistura a ser usada em seguida. Este procedimento geralmente é adotado por concreteiras especializadas. Reciclagem por lavagem de alta pressão, que consiste em lavar o concreto usando água em alta pressão, separando o cimento do agregado graúdo (brita). Este agregado pode ser usado novamente prejuízos a qualidade da mistura.   Com exceção dos concretos especiais, como os pigmentados que vão manter sua cor e outras propriedades na nova mistura praticamente todos os tipos de concreto podem ser reciclados.   Como é reciclado o concreto endurecido? O processo varia pouco conforme o tamanho dos resíduos e do canteiro de obras. Em canteiros de obras maiores, como obras de infraestrutura, é possível realizar todo o processo no local, reduzindo os gases geradores pelo transporte.  O agregado obtido é conhecido como agregado reciclado, especificado pela norma NBR 15116 da ABNT.   Preparação inicial A preparação consiste em quebrar os blocos de concreto usando britadeiras, bolas de demolição ou explosivos, de forma que os pedaços tenham menos de 1,20m de diâmetro. Após isto, são removidos os resíduos de outros materiais, como madeira, vidro, dentre outros. Trituração Britadores de impacto ou mandíbulas projetados especificamente para a função trituram o material até obter o agregado reciclado. Reuso O agregado reciclado de concreto é misturado aos itens já tradicionais na produção do concreto (água, cimento e brita) para produção de concreto fresco.   Onde é possível aplicar o concreto reciclado? Segundo o engenheiro Luiz de Brito Prado Vieira, consultor especialista em Pesquisa e Desenvolvimento da Votorantim Cimentos, o concreto reciclado pode ser aplicado em quaisquer aplicações onde já é usado o concreto tradicional. “Fizemos um trabalho com a Universidade de São Paulo para uso em pavimento e, cada vez mais, o concreto reciclado é utilizado para a execução de elementos estruturais de 30 até 40 MPa. Basta ter tecnologia”, conta o engenheiro. Atualmente, a norma que regula o concreto está sendo revista, e no momento prevê o seu uso em elementos não estruturais, como nivelamento e pavimentação. O agregado também é comumente usado para preenchimento de áreas de mineração depois de concluída a extração na área.   Quais são as vantagens? Do ponto de vista ambiental, a reciclagem do concreto resolve dois problemas. Produção e transporte de matéria-prima e redução de entulho, que apesar de geralmente serem inertes, não causando dano direto ao solo, ocupam áreas consideráveis, que podem se tornar locais de moradia de animais peçonhentos ou que transmitem doenças para os seres humanos. Além disso, a área ocupada pode ser remanejada para outros fins, como o uso para o mercado imobiliário ou reflorestamento, agregando valor à área ocupada. Do ponto de vista técnico, o concreto reciclado possui características de durabilidade semelhantes ao concreto tradicional.   Uma quantidade gigantesca de entulho é gerada todos os anos. Segundo a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição – ABRECON, em torno de 33 milhões de toneladas de resíduos sólidos são gerados todos os anos no Brasil, e estes números podem ser conservadores. Reaproveite e recicle sempre que possível. A Ecotap fornece tapumes ecológicos de obra, com alta durabilidade. Confira as vantagens do tapume ecológico neste artigo. Confira também nosso artigo sobre outros tipos de materiais de construção sustentáveis, e veja como construir com baixo impacto ao meio ambiente.       Fontes: https://abrecon.org.br/ https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=434 https://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/voce-sabe-como-e-realizada-reciclagem-concreto/ https://www.mapadaobra.com.br/inovacao/concreto-pode-ser-reciclado-e-reaproveitado/ https://www.deviante.com.br/noticias/ciencia/novo-desafio-para-sustentabilidade-o-concreto-reciclado/ https://cimento.org/concreto-reciclado/

Como fazer tinta ecológica

Tinta ecológica. Como fazer em casa?

A pintura é um dos pontos mais importantes na finalização da obra. As cores usadas vão deixar o imóvel com a cara dos seus habitantes. Mas além da escolha das cores para a pintura interna e externa, é necessário também escolher quais materiais serão utilizados. As tintas convencionais ao mesmo tempo em que podem ser armazenadas por mais tempo, possuem solventes, metais pesados e outros elementos que prejudicam a atmosfera, dificultam o descarte, pois podem poluir o solo e cursos d’água além de causar reações alérgicas, especialmente em crianças. As tintas ecológicas são usadas há pelo menos 30 mil anos, sendo intimamente ligadas com a história da humanidade. Visando preservar o meio ambiente, as tintas ecológicas estão ressurgindo como uma opção sustentável às tintas tradicionais.   O que é tinta ecológica?   As tintas sustentáveis usam elementos naturais ou com baixo poder de agressão a natureza, como água, argila, amido de milho e cola. A cor também é obtida de itens da natureza como flores e frutas. Você pode comprar ou fazer sua própria tinta em casa. Em 2004, na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o professor Anôr Fiorini de Carvalho fundou o projeto Cores da Terra, visando resgatar e aperfeiçoar os processos de produção de tintas naturais. Neste artigo, vamos compartilhar a receita deste grupo de pesquisa para a produção deste material sustentável.   Como fazer tinta ecológica?   Ingredientes Uma lata de tinta vazia de 3,6 litros. 10 litros de água. 1 Kg de cola branca ou cola de polvilho. 6 Kg a 8 Kg de terra argilosa. Pigmentos naturais. Modo de preparo O modo de preparo é relativamente simples. Veja também o vídeo abaixo: Misture a terra e a água até obter uma mistura homogênea. Passe a mistura em uma peneira fina. Adicione a cola aos poucos, enquanto mexe a mistura. Caso queira uma tinta mais fina, peneire novamente. Adicione o pigmento escolhido e misture até obter a cor desejada. Teste a tonalidade em um pedaço de papel, ou pinte uma pequena área onde a tinta será usada. Como obter a cor desejada?   Para colorir a tinta, você pode usar areia, aproveitar as cores do solo escolhido para a fabricação da base ou ervas naturais, confira algumas sugestões abaixo. Açafrão = laranja Mostarda = amarelo Espirulina = verde escuro Beterraba = vermelho Carvão ativado = preto Fruto de boldo = roxo Abacate = Verde Hibisco = Rosa/Magenta   Vantagens da tinta sustentável Além de não agredir o meio ambiente e não oferecer riscos a saúde, este método de produção é muito econômico. Uma lata de tinta cobre até 90 metros quadrados, custando 70% menos que as tintas comuns. Devido às propriedades dos materiais usados as tintas ecológicas também diminuem a incidência de mofo e fungos, pois a parede consegue “respirar“ após a pintura. Materiais de construção sustentáveis geralmente aliam o melhor dos dois mundos: Custo acessível e baixo impacto ao meio ambiente. Confira aqui outros materiais que você pode usar em sua obra hoje mesmo.

Casa a prova de furacões feita de garrafas plásticas

Esta casa é feita de mais de 600.000 garrafas plásticas é a prova de furacões

O furacão Dorian, uma tempestade de categoria 5, com velocidades sustentadas do vento de 300 quilômetros por hora foi o maior furacão já registrado a atingir as Bahamas. Sua passagem inundou estradas, destruiu casas e já causou a perda de 58 vidas até o momento. Tempestades desta magnitude não ocorrem no Brasil, mas são um problema recorrente em lugares como a costa leste dos Estados Unidos e a América Central.  Durante furacões como o Dorian, casas construídas de materiais duráveis ​​e resistentes ao vento proporcionam uma camada adicional de proteção aos seus moradores. A primeira vista, esta casa construída na Nova Escócia parece uma casa comum de madeira. Mas a estrutura, escondida sob o revestimento de alumínio reciclado, foi construída a partir de 600.000 garrafas de plástico recicladas. Recentemente, a empresa de construção canadense JD Composites encontrou uma maneira de construir painéis resistentes a ventos de mais de 500 Km/h usando plástico reciclado. As garrafas foram trituradas, derretidas e injetadas com um gás que as transformou em espuma. Essa espuma foi então moldada em painéis de 15 cm de espessura, que formam as paredes da casa. A startup fez parceria com a Armacell, uma empresa belga que usa garrafas rejeitadas pelo setor de reciclagem para construir um núcleo de espuma a partir de plástico reciclado. A JD Composites apara esse material e o lamina para criar cada painel. \”Esta é uma maneira de se livrar do lixo plástico e, ao mesmo tempo, desenvolver estruturas que sejam sustentáveis\”, diz David Saulnier, cofundador da JD Composites, a startup que construiu a casa conceito. Os painéis de plástico reciclado fornecem mais isolamento do que as paredes típicas, para que os proprietários possam economizar energia no aquecimento e no resfriamento. Usar esse tipo de painel para construir uma casa não é novidade, mas a empresa optou por usar um material totalmente reciclado para tentar resolver o problema da poluição por plásticos. A cada minuto, estima-se que os consumidores compram pelo menos um milhão de garrafas de plástico descartáveis cuja grande maioria acaba em aterros ou em cursos d\’água. A casa de 185 metros quadrados e usa 170 destes painéis, e os construtores concluíram as paredes em sete horas. No dia seguinte, eles completaram o telhado, feito do mesmo material. Os painéis são quimicamente unidos, ajudando a fortalecer toda a estrutura e eliminando o uso de pregos, que podem se soltar durante uma tempestade. Segundo a empresa, esta pode ser uma solução para moradias em regiões propensas a furacões e outros tipos de tempestades. O custo da casa protótipo foi 10% maior que de uma casa convencional, mas este custo pode ser compensado com a eficiência energética da casa, que proporciona excelente isolamento térmico. \”Tivemos muitas curvas de aprendizado, então as margens de lucro serão mínimas\”, disse Joel German, vice-presidente da empresa, sobre a casa conceito. \”Mas aprendemos muito com esta primeira construção e sabemos onde podemos reduzir custos\”. A casa foi construída com janelas envidraçadas, que a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências dos EUA descreveu como \”muito vulnerável a danos causados por forças do vento e detritos transportados pelo vento\”. No caso de um furacão, a consequência de uma janela quebrada pode ser grave: pode causar o aumento da pressão do ar e a casa explodir por dentro. German disse que a casa pode ser equipada com recursos mais resistentes a furacões. Muitas casas construídas para resistir a um furacão são equipadas com persianas de aço, estacas de concreto, tiras de furacão e portas de garagem com impacto.   Após um período de testes no AirBNB, a casa está a venda por U$$ 450.000,00 (R$ 1.837.935,00 na cotação atual), incluindo toda a mobília.   Fontes: https://www.fastcompany.com/90371912/this-hurricane-proof-home-is-made-from-600000-plastic-bottles https://www.businessinsider.com/hurricane-proof-home-plastic-bottles-category-5-2019-7  

Construção com containers. Quais são as vantagens?

Neste post, vamos falar um pouco das vantagens da construção em container, quais cuidados devem ser tomados em uma obra como essa e o que pode ser feito para aproveitar sua estética diferenciada sem abrir mão do conforto. Acompanhe! Os containers são uma tendência inovadora na arquitetura e já é comum ver diversos locais usando a estrutura desses módulos navais como base para a construção. A obra fica rápida, sustentável e com uma inspiração industrial que deixa o ambiente com um charme a mais.   Como surgiu essa tendência? A ideia de transformar containers em construções teve início no começo dos 1990, na Inglaterra. Alguns arquitetos viram módulos abandonados em docas ou perto de estações de trem e pensaram em novas formas de utilizá-los depois de não servirem mais ao transporte de cargas, visto que apesar de terem um vida útil de mais de 100 anos, são aposentados de sua função original em no máximo 8 anos.   Quais as vantagens da construção com containers? OBRA RÁPIDA E LIMPA Uma construção de alvenaria normalmente produz muita sujeira ao levantar os muros, fazer as massas e assentar revestimentos. A construção com containers segue os princípios da construção sustentável, e já vem pronto para uso, com o acabamento sendo feito com drywall ou steel frame. Isso significa que as peças só precisam ser instaladas, deixando o mínimo de resíduos a serem manejados no canteiro de obras e um fluxo de construção muito mais ágil. Se uma construção em alvenaria demora quase um ano para ficar pronta, o mesmo espaço feito em containers pode ser entregue em três meses.   MENOR IMPACTO AMBIENTAL Além de desocupar um espaço enorme em depósitos (onde provavelmente ficariam parados até enferrujar), a reutilização de containers diminui o uso de areia e cimento nas edificações. A produção desses materiais consome recursos naturais, libera gases de efeito estufa e prejudica o ambiente de onde foi extraída sua matéria prima. Por isso, evitar sua aplicação ajuda a reduzir o impacto ambiental da obra. Esse método também resulta em menos entulho de obra e, portanto, um volume menor de lixo despejado nas grandes cidades — onde quase 60% dos resíduos produzidos vêm da construção civil. Sua modularidade permite que a obra seja adaptada para outros fins, com custos menores para em reformas.   A TERRAPLANAGEM E A FUNDAÇÃO SÃO RÁPIDAS E BARATAS A terraplanagem não exige grandes movimentações de terra, por isso é rápida e econômica. Já a fundação não precisa ser feita da forma tradicional: os containers são apenas apoiados em quatro pontos estruturais nos cantos e mais dois no meio, chamados de sapatas, para que tenham firmeza no solo. Esses pontos estruturais são bases de concreto de 30 cm × 30 cm, o que permite que 85% do solo permaneça permeável, evitando o acúmulo de água das chuvas e o risco de enchentes ou alagamentos. Trabalhando de maneira sustentável, o projeto também possibilita a implantação de um sistema de coleta de água.   MOBILIDADE Como o container só precisa de um apoio de quatro pontas, ele pode ser removido e levado para outros lugares, permitindo a construção de restaurantes ou lojas itinerantes. Obras feitas com vários módulos são flexíveis, possibilitando montagens em diferentes combinações. Os containers podem ser empilhados em até sete andares e, para fazer a conjugação entre uma peça e outra, eles são cortados e reforçados com steel frame. Assim, não há nenhum prejuízo em relação à estrutura.   BAIXO CUSTO O uso de container na construção civil pode gerar uma economia de até 20% quando comparado com uma obra em alvenaria. A rapidez na finalização da obra também diminui o tempo necessário para o retorno sobre o investimento. QUAIS CUIDADOS DEVO TER? Nem sempre os usuários se sentirão confortáveis em uma construção usando containers. É importante certificar-se que o espaço é adequado às necessidades dos moradores.   CONFORTO TÉRMICO E ACÚSTICO O aço é um excelente condutor de calor. Esta característica é ótima para certos fins, mas não é desejável na construção civil. No início da obra, é importante definir onde o container vai ficar. Escolha um local que não receba luz solar diretamente sempre que possível. É preciso também pensar na ventilação e em formas de refrescar o ambiente. Telhados verdes são uma boa opção para diminuir o calor de forma natural. Além disso, é preciso providenciar um bom isolamento acústico, a fim de evitar o eco e o barulho metálico toda vez que alguma coisa atingir as paredes. O isolamento é colocado entre a estrutura de aço dos containers e o revestimento escolhido. No vão entre eles, também são adicionadas as instalações elétricas e hidráulicas. Planejar os revestimentos, o isolamento térmico e acústico é fundamental para que o projeto não saia do orçamento e ofereça conforto aos usuários.   TRATAMENTO DO CONTAINER Para ser utilizado na arquitetura, o container precisa ser tratado, de forma a eliminar materiais tóxicos deixados pelas tintas que revestem o aço ou pelas cargas que ele transportava.   MÃO DE OBRA É preciso contratar mão de obra especializada para operar os guindastes e fazer os cortes de portas e janelas, além dos encaixes de um módulo no outro. Qualquer corte modifica a estrutura do container e, por isso, as paredes devem ser reforçadas com steel frame e até colunas ou vigas, dependendo do caso.   E então, gostou das nossas dicas sobre construção em container? Confira nossa galeria com construções interessantes usando esse método.

material construção sustentável

Materiais de construção sustentáveis

A construção civil é uma das atividades que mais gera impacto ao meio ambiente de forma direta e indireta. A atividade consome recursos antes da sua realização, através da produção de materiais de construção, durante a obra com o transporte de máquinas, materiais e trabalhadores, e depois da construção, quando é necessário fazer o descarte de todos os resíduos gerados. Estima-se que 50% dos resíduos sólidos gerados pela atividade humana no planeta são gerados pela construção civil. Considerando tamanho impacto, a construção sustentável é fundamental para que possamos alcançar o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação do meio ambiente. Dois dos principais pontos relacionados a construção sustentável, é a redução do uso de materiais de alto impacto ambiental e a redução de resíduos gerados pela construção. Além do menor impacto ambiental, o uso de materiais sustentáveis na construção civil não causa impacto negativo aos futuros habitantes do imóvel, oferecendo conforto e durabilidade semelhantes ou superiores às opções tradicionais. Confira a lista abaixo para usar em sua próxima obra.   Concreto sustentável   O concreto comum é um composto de cimento, água e areia, acrescido de pedras (brita). Estes insumos precisam ser extraídos da natureza. Esta extração assim como o descarte do concreto causa um grande impacto ao meio ambiente. Além disso, o concreto é um dos grandes consumidores de água na construção civil. O concreto reciclado aproveita resíduos da própria obra para substituir os materiais tradicionais da sua composição. Assim resíduos como restos de tijolos, telhas, concreto endurecido, são triturados e misturados junto ao concreto tradicional, diminuindo o uso de recursos naturais.   Bioconcreto O bioconcreto parece ter saído de um filme de ficção científica. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft na Holanda, este concreto conta com propriedades regeneradoras, que impedem o aparecimento de rachaduras.   Para preparar o bioconcreto, é necessário misturar o concreto tradicional com colônias da bactéria Bacillus pseudofirmus e lactato de cálcio, que servirá de alimento para as bactérias. Estas colônias podem sobreviver por até 200 anos, e ficam adormecidas. Quando surgem rachaduras, as bactérias são expostas a atmosfera e começam a consumir o lactato de cálcio adicionado a mistura. Como resultados, elas produzem carbonato de cálcio, que sela as rachaduras, diminuindo os custos de manutenção.   Vidros Inteligentes Ao toque de um botão ou de forma automatizada, os vidros eletrocrômicos permitem o controle de transparência, absorção de calor e do quanto de uma área será iluminada. Em dias muito quentes, por exemplo, basta ajustar os controles para que menos luz do sol passe pelo vidro. Como resultado, é possível obter grande conforto visual de acordo com a incidência da luz solar no ambiente reduzindo os gastos com ventilação e ar condicionado em mais de 25%.   Bambu O bambu não é nenhum material novo, e já vem sendo amplamente utilizado na construção civil devido a sua resistência, flexibilidade e pelo fato de ser acessível e cultivável em diversas partes do mundo. Além de ser usado para decoração, fabricação de portas e pisos, o bambu também é uma alternativa verde para substituir o concreto armado em alguns casos. Sustentável, disponível em grandes quantidades e quase tão resistente quanto o aço, o bambu é considerado o material de construção perfeito por muitos especialistas. Na arquitetura, o bambu pode ser usado para estruturas, vedação ou cobertura de construções. Alguns cuidados devem ser tomados ao utilizar o bambu. A madeira precisa passar por um tratamento químico para evitar o apodrecimento e o ataque de insetos. No caso de pilares, por exemplo, o bambu não deve estar em contato direto com a terra – recomenda-se uma distância de ao menos 40 centímetros do solo, através do apoio de uma rocha sobre as sapatas.   Containers Os containers tem vida útil de até 100 anos, mas em sua utilização original para transporte marítimo, o mesmo é aposentado após 8 anos de uso. Esta aposentadoria forçada causa um problema. O custo de transporte para seu local de origem costuma ser mais caro que a compra de containers novos. Os containers têm ganhado cada vez mais espaço como material sustentável na construção civil, devido ao seu preço e formato, que facilita o uso na construção civil. Apesar de exigir mão de obra especializada em alguns pontos, como a instalação de esquadrias, a economia gerada fica em torno de 30% quando comparada com imóveis tradicionais de tamanho semelhante. Além disso, é possível aplicar diferentes tipos de revestimentos internos e externos, dando mais personalidade a edificação.   Telha ecológica Fabricada a partir de fibras de papel reciclado ou fibras naturais de sisal, bananeira e coco, as telhas também podem levar na sua composição outros materiais reciclados, como garrafas PET e outros tipos de embalagens plásticas. Esse recurso arquitetônico para obras sustentáveis, além de causar menos impactos ao meio ambiente, reduz os custos da obra e pode representar uma economia significativa no valor final do projeto. Por serem mais leves que as telhas tradicionais, o custo da estrutura responsável pela sustentação cai consideravelmente. Além de resistentes e duráveis, possuem uma grande capacidade de absorção termo acústica provendo conforto aos ocupantes do imóvel.   Bioplástico Produzidos a partir de matérias-primas biodegradáveis, o bioplástico se decompõe na natureza muito mais rápido do que o plástico sintético. Algumas opções utilizam amido de milho, soja e algas em sua composição, reduzindo as emissões de dióxido de carbono e usando menos energia durante sua produção. O bioplástico pode substituir o plástico comum na fabricação de uma série de itens usados na obra como pisos, rodapés, revestimentos e divisórias para ambientes.   Tijolos de Terra Compactada O tijolo de terra compactada é um dos materiais mais antigos a serem usados na construção. Foi utilizado na construção da grande muralha da China, há mais de 2200 anos. Esta construção atesta sua durabilidade, visto que a muralha continua de pé. Atualmente essa técnica vem sendo resgatada na produção de muitos projetos construtivos.  O tijolo é construído a partir do barro úmido, cascalho e fibras naturais, e pode ser produzido próximo ou

Arquitetura Sustentável

O que é arquitetura sustentável

O que é Arquitetura Sustentável? A arquitetura sustentável ou arquitetura verde surgiu no fim dos anos 80, e tem como objetivo produzir projetos com o mínimo impacto ao meio ambiente, sem sacrificar o conforto dos usuários do ambiente a ser construído, criando harmonia entre o meio ambiente e a obra finalizada e trazendo também desenvolvimento social e econômico para a região. Toda e qualquer obra por mais simples que seja, causa algum tipo de impacto ao meio ambiente. Na arquitetura sustentável, tudo é pensado para minimizar o impacto direto e indireto ao meio ambiente, não só durante a construção do imóvel, como também durante sua utilização ao longo da sua vida útil, reduzindo o uso e reaproveitando recursos naturais, gerindo corretamente resíduos gerados durante e depois da obra e diminuindo os custos envolvidos durante todo o processo, mas também considerando o impacto causado durante a eventual manutenção do imóvel. Ou seja, uma casa ou edifício projetado com base na arquitetura verde, um uma obra realizada de forma inteligente. E esta inteligência também se traduz em economia. Construções sustentáveis podem custar menos que construções tradicionais desde que bem projetadas, além da economia gerada durante a utilização do imóvel, promovendo o uso racional de água e energia elétrica. Em um país onde 84% da população mora em áreas urbanas, e considerando que a construção civil consome em torno de 40% da energia produzida, 16% da água tratada e em torno de 25% da madeira extraída, o uso dos conceitos da arquitetura verde são uma forma de proporcionar uma maior qualidade de vida não só agora, como também para as futuras gerações. Para te ajudar, separamos algumas dicas úteis para cada etapa do ciclo de vida do imóvel.   Antes da obra Analise a topografia do terreno e o seu entorno, adaptando o projeto a topografia natural do terreno. Esta adaptação diminui ou elimina a necessidade de terraplanagem, diminuindo o custo da obra e a emissão de poluentes geradas durante a utilização e transporte dos equipamentos necessários para a tarefa. Verifique a disponibilidade de serviços básicos próximos ao novo imóvel e facilite o acesso aos mesmos. Desta forma, os usuários do imóvel poderão reduzir seu trajeto para estas instalações, diminuindo o trajeto de carro ou usando meios de transporte alternativos. Facilite o acesso, inserindo saídas com o caminho mais conveniente para escolas, hospitais, mercados e outras instalações que podem ser convenientes ao usuário, conforme o tipo de uso do imóvel.   Verifique a melhor orientação solar para o projeto, aproveitando da melhor forma possível a luz natural, diminuindo os custos com ventilação. Pense em como o imóvel pode ser reaproveitado. Projetando o imóvel de forma que o mesmo pode ser usado de outras formas além da sua função original, você diminui as chances da edificação ser demolida para outros fins, aumentando seu impacto ambiental.   Obra e materiais utilizados na arquitetura sustentável Utilize mão de obra e materiais de fornecedores locais, promovendo o desenvolvimento da região e reduzindo as emissões de poluentes geradas durante o deslocamento dos trabalhadores e material utilizado na construção sustentável. Utilize materiais ecológicos ou de baixo impacto ambiental para a construção, como concreto sustentável, tijolos ecológicos, telhas ecológicas, tintas e vernizes com baixo poder contaminante. Estes materiais além de possuírem um menor impacto ao meio ambiente facilita a gestão correta dos resíduos gerados durante a obra através da reciclagem. Utilize tapumes ecológicos para o fechamento da obra. O tapume ecológico também pode ser utilizado para a construção de galpões para armazenamento de materiais utilizados na obra. Além de serem produzidos com material reciclado, são 100% recicláveis, podem ser utilizados em outras construções. Neste artigo, mostramos outras formas criativas para reaproveitamento de tapumes ecológicos.     Uso correto de recursos hídricos e energia elétrica Implante sistemas para a captação e tratamento da água da chuva e da água cinza. O armazenamento e tratamento de água da chuva e da água proveniente de banho, lavagem de roupas e torneiras sanitárias pode ser utilizada para  irrigação de jardins, lavagem de calçadas e abastecimento de vasos sanitários, reduzindo em até 60% o uso de água potável pelo imóvel. Utilize plantas e árvores nativas em jardins. Como as mesmas já estão adaptadas ao clima da região, são menos dependentes de irrigação e ainda geram oxigênio. Opte por sanitários de duplo acionamento, arejadores e restritores de vazão em torneiras. Estas ações podem reduzir em até 30% o consumo de água potável. Utilize painéis fotovoltaicos para geração de energia solar. Além de serem uma fonte de energia limpa, renovável e de baixo impacto ambiental, os painéis solares também proporcionam entre 50% a 95% de economia de energia. O seu uso também pode ser combinado com a implantação de aquecimento solar para água. Utilize lâmpadas de Led, com menor consumo de energia e maior durabilidade comparada as lâmpadas tradicionais. Telhados verdes: Além de dar um aspecto único para o imóvel, os telhados verdes atuam não só como isolantes térmicos, reduzindo a necessidade de aquecimento ou resfriamento forçado e economizando em torno de 25% da energia necessária neste processo. Também protegem estruturas de concreto contra as variações de temperatura, que podem causar rachaduras ao longo do tempo e podem captar água da chuva para reutilização.   O QUE EU POSSO FAZER PELO MEIO AMBIENTE?   A utilização responsável de recursos naturais em edificações não somente durante a construção, mas também em todo o seu ciclo de vida é essencial para garantir sua disponibilidade ao longo do tempo, mas também é importante que o imóvel proporcione bem estar aos seus usuários. Cabe ao projetista, analisar quais alternativas se encaixam melhor para cada empreendimento, promovendo desenvolvimento social, melhorando a vida dos habitantes do imóvel, assim como ajudando o planeta como um todo.

Tudo sobre construção sustentável

Construção Sustentável se refere à forma de construir casas e edifícios em harmonia com o meio ambiente. O conceito entrou em pauta após a Crise do Petróleo, em 1970, com o objetivo de procurar novas formas de utilizar as energias não renováveis. Porém, durante parte do século XX, as diretrizes de arquitetura sustentável foram perdidas e o impacto sobre a natureza foi enorme. A partir da segunda metade do século, essa política de construção sustentável voltou a ser questionada e, desde então, o conceito passou a evoluir cada vez. Para se caracterizar como sustentável, a construção deve reduzir ao máximo o desperdício de resíduos, utilizar com eficiência os materiais e bens como energia e água, além de optar pelo uso de materiais recicláveis, a fim de amenizar os impactos à natureza e respeitar o ambiente que os cerca, a comunidade e os recursos naturais. Algumas formas e dicas de produtos para tornar o imóvel mais sustentável: • Utilização de madeiras reflorestadas; • Painéis fotovoltaicos, para aproveitar a energia solar; • Solo cimento, impermeável e com boa durabilidade; • Madeira plástica, com menor necessidade de manutenção; • Concreto reciclado, feito a partir dos entulhos das obras; • Telhas ecológicas, produzidas a partir de fibras de madeira, não-madeira e materiais reciclados; • Lâmpadas LED, que duram 25 vezes mais que as lâmpadas comuns; • Reaproveitar materiais, como garrafas PET, para a decoração; • Tapumes Ecológicos, para fechamentos durante a obra, divisórias e coberturas. Você sabia que… O Brasil ocupa o 4º lugar entre os que mais produzem prédios verdes no mundo? Ficando atrás apenas de EUA, China e Emirados Árabes, de acordo com a USGBC (United States Green Building Council).